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Saiba como renegociar seu empréstimo consignado

Em muitos casos é comum adquirir o crédito consignado para quitar dívidas, comprar um veículo, reformar a casa ou investir nos estudos. Isso porque essa modalidade de crédito possui uma das taxas de juros mais baixas do mercado. Mas nem sempre é fácil pagar todas as parcelas em dia. Nesse caso, vale tentar renegociar o empréstimo consignado.

O crédito consignado é uma modalidade de empréstimo destinada exclusivamente para aposentados e pensionistas do INSS, militares das forças armadas, trabalhadores assalariados de empresas privadas e servidores públicos. 

Nesse caso, as parcelas do empréstimo são descontadas diretamente do salário ou benefício. Por este motivo a modalidade possui uma das menores taxas de juros do mercado.

Muitas vezes, no entanto, é comum que os consumidores solicitem o crédito e não consigam arcar com o pagamento das parcelas, principalmente quando não há um planejamento financeiro efetivo. Assim, ao invés de facilitar a vida financeira, acaba acumulando mais dívidas e entrando na famosa bola de neve do endividamento.

Se você solicitou esse recurso e não pagou todas as parcelas, não se preocupe, há como renegociar o empréstimo consignado. Para isso, acompanhe o passo a passo.

Como renegociar seu empréstimo consignado?

Não há dúvidas de que a renegociação é o melhor caminho para conseguir quitar a dívida do consignado, sem impactar o orçamento, já que é possível negociar condições mais viáveis, como a redução da taxa de juros, redução do valor das parcelas e prazos maiores de pagamento.

Existem algumas alternativas para dar início a uma renegociação. A dica mais importante é procurar canais oficiais do agente financeiro em que o crédito foi contratado. Para isso, basta ir a sua agência ou contatar a empresa pelos canais de atendimentos oficiais.

Em muitos casos, é possível fazer a solicitação de renegociação de forma totalmente online, além de realizar as simulações das novas condições de empréstimo.

Na internet, há sites que ajudam a renegociar dívidas. O Consumidor.gov.br, vinculado ao Ministério da Justiça, funciona como um intermediador entre quem deve e quem tem a receber. Mas é preciso checar se o banco ou a empresa a quem você deve dinheiro está cadastrado.Por falar neles, os Procons também são um caminho para fazer o diálogo da negociação com os credores.

Ao renegociar a dívida, tenha alguns pontos em mente:

1. Saiba o valor real da sua dívida

Antes de tentar a renegociação, é necessário saber o tamanho da dívida. Isso ajudará tanto no cálculo do saldo devedor, quanto na apresentação de uma proposta para a quitação. Para isso, é válido entrar em contato com o credor e solicitar o valor da dívida atualizada, incluindo a taxa de juros e todos os encargos envolvidos.

Muitos agentes financeiros oferecem acesso a esses dados em suas plataformas online. Nesse caso, é mais fácil realizar a consulta.

2. Entenda as condições da renegociação

Ao dar início à negociação, procure saber qual será o desconto sobre a dívida total que está sendo proposta. Se você for parcelar essa nova conta, fique atento aos juros, pois, mesmo que o valor mensal seja menor, pode haver o risco de sair mais caro, no longo prazo. 

Se você achar que tem condições de pagar a dívida à vista, peça um desconto maior. Pergunte ao credor se você receberá uma carta de quitação após o pagamento e verifique em quanto tempo sua situação será regularizada junto ao Serasa, caso seu nome esteja “sujo”. 

Caso você resolva parcelar a dívida renegociada, não esqueça de colocar essas parcelas na sua planilha de despesas fixas.

3. Não aceite qualquer proposta

Durante a renegociação, certamente o agente financeiro irá apresentar uma proposta inicial. A dica neste ponto é evitar aceitar propostas que não condizem com a sua situação financeira.

Se restar dúvidas ou se o cálculo da dívida não estiver claro, questione e não decida por impulso. Vale a pena confrontar a proposta com a sua planilha de gastos para saber se ela está dentro do seu orçamento. 

Em todo caso, é sempre válido oferecer uma contraproposta e tentar negociar com o banco a redução dos juros e parcelas da sua dívida. Entenda que a negociação deve ser vantajosa para os dois lados e a proposta deve estar alinhada com a sua realidade financeira.

4. Seja cuidadoso para não fazer novas dívidas

Depois de renegociar ou quitar a dívida, evite armadilhas que o façam se endividar novamente. Mantenha sua planilha financeira sempre atualizada e continue reduzindo ou cortando os gastos – principalmente aqueles que não são essenciais. Procure reservar parte da sua renda para imprevistos. 

5. Transfira sua dívida para outro agente financeiro

Se a renegociação da sua dívida não estiver evoluindo, saiba que você tem a opção de transferir sua dívida do empréstimo consignado para  outro agente financeiro com condições melhores. O nome desse procedimento é portabilidade de crédito.

A portabilidade de crédito foi criada pelo Banco Central do Brasil em 2013, com o objetivo de gerar competitividade entre as instituições financeiras e melhorar as propostas para os consumidores. Assim, o consumidor poderia transitar entre os bancos que oferecessem vantagens maiores.

O que poucas pessoas sabem é que é possível solicitar a portabilidade a qualquer momento, mediante o cancelamento do contrato e quitação antecipada da dívida no banco original. O processo é totalmente gratuito e os direitos do consumidor são garantidos na operação.

No entanto, antes de realizar a operação é importante estar atento às condições oferecidas pelo agente financeiro que assumirá suas dívidas. Portanto, não faça esse procedimento por impulso. Sempre analise todas as instituições financeiras e suas taxas de juros antes de fechar o negócio.

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